sexta-feira, 6 de junho de 2014

Rápida: "Clarina" e a "destruição" da família brasileira

Em lugares diferentes e por mais de uma vez vi pessoas assistindo e criticando cenas da Clara e da Marina em #EmFamilia com o argumento de que "a Globo quer fazer a gente achar que isso é certo".
Apesar de todas as brincadeirinhas sobre o trejeitos afeminados e críticas que eu ouvia na época de Niko e Félix, em nenhum momento percebi esse tipo de frase sobre o casal em #AmorAVida ao vivo (mas, claro, que sempre li muita crítica em internet). E olha que moro num(a) estado/cidade dos(as) mais homofóbicos(as). Pelo visto quando se trata da atração lésbica e, principalmente, quando envolve a "ruína de uma família", as coisas ficam mais pesadas e o público volta a ser conservador num setor da teledramaturgia que já avançou largos passos há alguns meses.

Mas vem aí #Império, a próxima novela das nove, com seus três gays afeminados/caricatos/estereotipados e o público pode voltar a rechaçar os já conhecidos tipos homossexuais de novela sem se preocupar com um possível complô da Globo pra "tornar o homossexualismo regra no Brasil". E virão mais porteiros nordestinos, mais periguetes da favela, mais negros em papéis secundários e mais minorias sendo minorias em tramas da TV.

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